terça-feira, 20 de março de 2012

21 de Março - DIA MUNDIAL DA POESIA

Cartaz da Biblioteca da Escola Secundária de Amares

O Dia Mundial da Poesia celebra-se a 21 de Março.
Foi criado na XXX Conferência Geral da UNESCO, em 16 de Novembro de 1999.
O seu propósito é promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia através do mundo.

sábado, 17 de março de 2012

GRANDE HISTÓRIA, conferência de David Christian (TED)


Caso não consiga ver o vídeo correctamente e com legendas em português, poderá vê-lo AQUI

David Christian: Grande História 

Trad. Ilona Bastos

Apoiado por belíssimas ilustrações, David Christian narra a história completa do Universo, desde o Big Bang até à Internet, em 18 minutos fascinantes. Esta é a "Grande História": um olhar esclarecedor e abrangente sobre a complexidade, a vida e a humanidade, em contraponto com a nosso fino quinhão no cronograma cósmico.

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O RESTAURANTE DO JOAQUIM - 2ª Parte, história de Ilona Bastos

 ilustração de Ilona Bastos

Espantados e um pouco desiludidos, os pais do Joaquim mandaram-no para a América, e na NASA foi bem recebido e apreciado o seu trabalho.

Tendo-se tornado necessário reunir uma equipa para descer no planeta Marte, o Joaquim foi nela incluído. Passou por um treino rigoroso e preparou-se até naquelas câmaras que simulam a inexistência de gravidade, onde tudo anda solto pelo ar, dando cambalhotas e reviravoltas: pilotos, esferográficas e papéis!

Pois foi tal o empenho do Joaquim que o escolheram para ser o primeiro homem a pisar Marte. Que grande alegria sentiram os seus pais ao verem o filho, pela televisão, a caminhar no planeta vermelho!

De regresso à Terra, o Joaquim visitou a casa paterna. E o pai, esperançoso, sondou-o:
 - Agora que foste a Marte, o que queres fazer, Joaquim?

O rapaz não hesitou:
- Não desejo mais ser astronauta. Já fui a Marte, e não está prevista a visita a nenhum outro planeta nos próximos anos. Por isso, se continuar na NASA não mais viajarei. Tenho que mudar de vida.

O pai arriscou:
 - Queres, então, tomar conta do restaurante?

O Joaquim sorriu e colocou-lhe a mão sobre o ombro.
- Pai, se não posso ir para o espaço e para as estrelas, como desejava, tenho que conhecer o meu planeta. Quero dar a volta ao mundo.

E os pais lá ajudaram o Joaquim a preparar um barco, pequeno mas sólido, que lhe permitisse navegar os cinco grandes oceanos: o Glacial-Árctico, o Glacial-Antárctico, o Atlântico, o Pacífico e o Índico. A embarcação teria que resistir à fúria dos temporais e às zonas de calmaria em que o vento se recusaria a soprar. O Joaquim iria suportar a solidão, as noites ao leme, sem dormir, o braço de ferro com a imensidão das águas.

Os mantimentos, já se vê, foram fornecidos pelo restaurante. E, assim, completamente equipado, partiu o Joaquim para a viagem à volta do mundo.

Passaram-se os dias, as semanas, os meses, e de quando em quando ouviam-se notícias da odisseia: que o Joaquim aportara numa ilha e contactara os seus habitantes, pertencentes a uma civilização antiga e praticamente desconhecida; que chegara a Nova York e na Grande Maçã fora recebido pelo mayor com enorme pompa e circunstância; que salvara uma tribo de beduínos, junto à costa de África, numa aventura sem igual; que assistira à erupção de um vulcão e ao nascimento de novas ilhas; que, lá para o sul, sobrevivera a um maremoto; que, no oriente, se alimentara de exóticas iguarias, completamente estranhas aos habituais petiscos fornecidos pelo seu pai.

O pai que, evidentemente, ia gerindo e desenvolvendo o restaurante do Joaquim, com enorme zelo e empenho. 

Um ano volvido, regressou o filho pródigo. Que grande entusiasmo para os pais, amigos e conhecidos! Conhecidos que cada vez eram mais, dada a ampla cobertura que os jornais, a televisão e a rádio davam às proezas do Joaquim.

Que expectativa para o pai, que desse filho já tudo esperava!
- Então, meu rapaz, o que tencionas fazer? - perguntou-lhe, quando os festejos terminaram.

O Joaquim manteve o ar sério e impassível de sempre.
- Pai, vou fazer uma expedição ao Himalaia. Quero subir ao Evereste, a montanha mais alta do mundo.


CONTINUA

domingo, 25 de dezembro de 2011

O PRESÉPIO, poesia de Maria da Fonseca

Próxima de dar à luz,
Maria foi a Belém.
Ali, ia recensear-se,
E com seu esposo também.

A hora do Nascimento,
Os dois, sabendo-a chegada,
Num ‘stábulo se abrigaram,
Por não acharem pousada.

E, quando o Bebé nasceu,
Em panos foi enfaixado,
E, com o maior carinho,
Na manjedoura, deitado.

A guardar os seus rebanhos,
‘Stavam no campo os pastores,
Quando uma luz resplendeu
Na noite, a causar temores.

Mas um anjo apareceu,
Que logo os tranquilizou:
- Trago-vos boas notícias, -
E assim lhes anunciou:

- Hoje, nasceu em Belém,
Quem o mundo vai salvar.
Muito perto da cidade
O podereis adorar.

Muitos anjos entoavam
Hosanas e Glória a Deus:
- A Paz seja em toda a terra,
A todos os filhos Seus.

Caminho fora, os pastores
Seguiram co’as ovelhinhas,
Tendo encontrado o Menino
Reclinado nas palhinhas.

A vaca mais o burrinho
O amimam, com seu calor.
Seus amantíssimos Pais
Veneram-No com fervor.

Logo, os pastores saíram
A espalhar a Boa Nova.
E dois mil anos volvidos,
Louvamos co’ a mesma trova:

“Glória a Deus nas alturas,
E na terra,
Paz aos homens por Ele amados”.



sábado, 24 de dezembro de 2011


A todos desejamos um Feliz Natal!
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domingo, 6 de novembro de 2011

OUTONO, poesia de Maria da Fonseca

Anita, Marcel Marlier


Primeiro dia de chuva
O tempo está a mudar.
O chão coberto de folhas
Já nos tem vindo a avisar.


Mui sequinhas e douradas,
Formavam tapete lindo.
O Verão foi muito quente,
O Outono será bem-vindo.


Algumas foram varridas.
E a relva assim descoberta,
Cheia de água e viçosa,
Sente-se agora liberta.


Do claro verde ao castanho,
Há todos os cambiantes.
Minha estação preferida,
Se tudo for como dantes!


Dias límpidos sem mancha
De amena temperatura.
E quintais alaranjados,
Com matizes de verdura.



Sobre MARCEL MARLIER


O autor da ilustração que acompanha este belo poema de Maria da Fonseca é Marcel Marlier, um artista e ilustrador belga nascido a 18 de Novembro de 1930 em Herseaux.
Devo dizer-vos que sou, há muitos anos, uma entusiasta admiradora das belíssimas pinturas e ilustrações de Marcel Marlier.  E por isso aproveito para vos deixar aqui alguns dados sobre a sua vida e obra.
Aos 16 anos, Marcel Marlier ingressou no curso de arte decorativa da Escola Saint-Luc de Tournai, tendo concluído os seus estudos em 1951, com a maior distinção. Dois anos mais tarde regressou à mesma escola como professor.
A editora belga “La Procure à Namur” organizou um concurso de desenho, com a finalidade de encontrar artistas talentosos para ilustrarem trabalhos destinados a crianças em idade escolar. Marcel ganhou o concurso e veio a ilustrar dois livros de estudo – Leitura com Michel e Nicole e Cálculo com Michel e Nicole -, que acompanharam toda uma geração de crianças belgas ao longo dos seus primeiros anos escolares.
Marcel colaborou com essa editora durante mais de vinte e cinco anos.
Desde 1951, a editora belga Casterman mostrou interesse pelo trabalho de Marcel Marlier, e sugeriu-lhe que ilustrasse uma série de livros infantis. O resultado foi a edição dos livros de aventuras de Alexandre Dumas (As cruzadas aventurosas do capitão Pamphile, 1951), da condessa de Ségur (O pequeno de Crac, 1953; Um dia de felicidade, 1960) ou da Madame le Prince de Beaumont (A bela e o monstro, 1973).   Marcel colaborou também na série Farandole, destinada a crianças.
A partir de 1954, Marcel ilustrou os livros da série Martine – em Portugal, Anita -, cujo autor era Gilbert Delahaye. Esta série cobre mais de 50 títulos e encontra-se traduzida em numerosas línguas, incluindo o Português.
Em 1969 Marcel Marlier criou a sua própria série de livros infantis, Jean-Lou e Sophie, de que foram publicados doze albuns.
As pinturas de Marcel Marlier são verdadeiramente encantadoras e mágicas.


Fonte: Casterman


O Mundo d' Anita - Um blog inteiramente destinado à Anita
http://omundodanita.blogspot.com/

AQUARELA DO BRASIL, desenhos animados da Disney


O Pato Donald e o Zé Carioca encontram-se no Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa!