http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=1186
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
DIA MUNDIAL DO ANIMAL
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| Fonte: Gatos são Perfeitos |
No dia 4 de Outubro, dia de S. Francisco de Assis, celebra-se O Dia Mundial do Animal.
Esta data foi escolhida em 1931, durante uma convenção de ecologistas, em Florença, precisamente porque São Francisco de Assis é o santo padroeiro dos animais.
O Dia Mundial do Animal é celebrado em vários países, através de vários eventos e iniciativas destinados a recordar-nos de que os animais partilham connosco o planeta Terra.
Com o Dia Mundial do Animal pretende-se
- Sensibilizar a população para a necessidade de proteger os animais e a preservação de todas as espécies;
- Mostrar a importância dos animais na vida das pessoas;
- Celebrar a vida animal em todas as suas vertentes.
Na verdade, cada um de nós pode fazer alguma coisa para ajudar a
proteger os animais:
- nas
cidades : podemos proteger os animais de estimação,
e cuidar bem deles, com alimentação, abrigo, cuidados veterinários,
não deixando que eles se reproduzam se não tivermos
condições para cuidar dos filhotes, e podemos explicar a
todos que não se pode abandonar animais sozinhos nas ruas,
que eles não conseguem sobreviver sozinhos e correm muitos perigos.
- nas
florestas : não devemos retirar os animais de seu habitat
natural, e podemos ajudar a preservar os ecossistemas, a limpeza das águas
dos rios; podemos combater a poluição e o desmatamento, as
queimadas.
- respeitando
os animais não-domesticados que convivem connosco nas
cidades, como os pardais, as lagartixas, as corujas, os sapos, os morcegos, e
tantos outros, pois eles são importantes para o equilíbrio
natural.
- pesquisando
mais sobre os animais e suas necessidades
- usando
a criatividade e a imaginação
Fontes: http://www.morcegolivre.vet.br/dia_mundial_animais.html e http://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-do-animal/
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
DIA MUNDIAL DA ARQUITECTURA
Comemora-se hoje o Dia Mundial da Arquitectura.
A União
Internacional de Arquitetos (UIA) escolheu, para celebrar o Dia Mundial da
Arquitetura 2012, o tema 'Os Arquitetos Mudam a Cidade'. Esta escolha relaciona-se com o movimento iniciado
pela Organização das Nações Unidas (ONU) com a campanha urbana mundial
denominada 'Melhor cidade, mais qualidade de vida'.
A Ordem dos Arquitectos pretende, nesta data, aderir à campanha 'I'm a city changer'
('Sou um agente de mudança na cidade', em tradução livre), realizada
pela ONU-Habitat e para "insistir na urgência de uma Política Pública de
Arquitectura em Portugal, enquanto instrumento fundamental para a
melhoria e sustentabilidade do ambiente construído das cidades e do
território".
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Ilona Bastos
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
O MEU POMAR, história de Cecília Meireles
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| Pintura do blogue Oil Painting |
Se eu tivesse um pomar, um pequeno pomar que fosse, não lhe poria grades à roda, como os outros proprietários. Não poria, a guardá-lo, um desses cães enormes, rancorosos, que andam sempre rondando os pomares...
O meu pomar seria assim: todo aberto, para todos. E, quando o outono chegasse e as árvores ficassem cheias de frutos amarelos e vermelhos, nenhum pobrezinho teria fome, nenhuma criança choraria de sede, passando pelo meu pomar...
E, no inverno, ainda haveria lá onde alguém se abrigasse, quando chovesse muito ou fizesse muito frio...
E se eu tivesse um pomar, ele estaria sempre em festa, cheio de borboletas e de pássaros...
Como eu seria feliz, se tivesse um pomar!
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Ilona Bastos
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
CHEGADA DO OUTONO, história da Avómi
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| Outono, foto e montagem de Ilona Bastos |
O Verão terminou, chegou o Outono e o Pardal Feliz,
esmorecido, dizia ao Pardal Contente:
- Que pena o Verão ter terminado! Éramos tão felizes à roda
da piscina! Nem necessitávamos de nos deslocarmos para comer, pois os banhistas
eram tão nossos amigos, que nos davam aquelas migalhas saborosas, que nos
regalávamos todos. O que será de nós, durante o Outono e o Inverno? Estou
deveras preocupado.
- Não te aflijas, Pardal Feliz! - disse o Pardal Contente -
Havemos de encontrar uma solução. Para já, não nos podemos queixar, pois ainda
não nos faltou comida nem a alegria das crianças à volta da piscina. É certo
que o Sol está mais distante e os banhistas vão rareando, no entanto há sempre
aqueles que não deixam, pelo facto de ser Outono ou Inverno, de vir diariamente
dar o seu mergulho. Para além disso, nós somos privilegiados com todo este
arvoredo e tantas flores, pelo que não nos faltarão sementinhas para enchermos
as barriguitas.
- Mas aquelas migalhas...! - exclamou o Pardal Feliz,
lambendo o biquito - Havemos de ter bem poucas! E de vez em quando as crianças
deixavam cair o pãozinho ou o bolinho... Quem se deliciava, éramos nós! Agora
as crianças estão a rarear e se aparecem é por pouco tempo, por isso não chegam
a comer aqui.
- Paciência, companheiro! - disse o Pardal Contente -
Teremos que nos contentar com o que for aparecendo e verás que não morreremos
de fome.
O Pardal Alegre que escutava a conversa dos dois amigos,
disse:
- Não sei que mais queres, Pardal Feliz. Até tens a sorte de
poderes saltitar de galho em galho sem te deslocares para grandes distâncias!
Não te preocupes, que nada te faltará.
- Ai meu amigo, tenho tanto medo de deixar de ser feliz!
- Qual carapuça! - exclamou o Pardal Alegre - Até te chamas
Feliz, portanto nunca deixarás de o ser.
- Mas poderei deixar de me sentir feliz, o que não tem nada
a ver com o nome que me puseram. - disse o Pardal Feliz.
- Não penses nisso, Pardal Feliz! Aqui, no sossego deste
canto, ninguém deixará de ser feliz - disse o Pardal Contente - Repara nas
árvores. Como vês, estão a perder as folhas, mas continuam a sorrir!
terça-feira, 14 de agosto de 2012
AGOSTO EM LISBOA, poesia de Maria da Fonseca
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| Pintura de Evelina Coelho |
Andamos como formigas
A acarretar para casa,
Enquanto a cigarra canta
Devido ao calor que a abrasa.
Querem todos ir de férias
E fugir desta cidade.
Vejo os pombos sequiosos.
Apesar da liberdade,
Procuram as poças de água
Da rega do meu jardim,
Para matarem a sede,
Mesmo aqui ao pé de mim.
À medida que avança,
A tarde quente emudece.
Já não se escuta a cigarra
Nem qualquer ave aparece.
‘Stamos na hora da sesta
Que a todos no V’rão convida
A remansear um pouco
Nesta Lisboa florida.
Eu sempre te quero muito
Em todas as estações,
Para mim bem definidas,
Cheias de recordações.
Mais nossa, mais acessível,
Temos agora a cidade.
Lindo o Agosto em Lisboa.
Longe de ti, só saudade!
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Ilona Bastos
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
O RESTAURANTE DO JOAQUIM - 3ª Parte, história de Ilona Bastos
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| Pintura de Nicholas Roerich |
- Pai, vou
fazer uma expedição ao Himalaia. Quero subir ao Evereste, a montanha mais alta
do mundo.
E o pai
apenas suspirou, sob o olhar compreensivo da mãe.
Nos dias
que se seguiram, empenharam-se todos três nos preparativos da viagem, que eram,
naturalmente, complicados. Os montes Himalaia ficam muito longe, na Ásia, e,
além disso, havia que obter os equipamentos próprios para a escalada, tendo em
atenção as baixíssimas temperaturas que se fazem sentir nas grandes altitudes.
Isto de subir ao Evereste, o mais alto cume do globo, era façanha de monta.
Todos os pormenores deveriam ser cuidadosamente estudados.
Finalmente,
chegou o dia da partida. E os pais despediram-se do seu filho que, determinado,
largou em busca do topo do mundo.
Depois,
chegaram as notícias espaçadas, como era habitual: de como a subida fora
difícil, mas bela; da descrição dos acampamentos onde a neve e o gelo surgiam
como únicas companhias; do momento espantoso em que, num esforço final, asteara
a bandeira verde-rubra no pico mais alto; da descida íngreme e escarpada; da
estadia num convento budista, em retiro espiritual.
E muitos
meses depois, longo tempo passado, o Joaquim regressou. Como de costume, vinha
calmo e compenetrado, aceitando com tranquilidade o acolhimento entusiástico de
que era alvo.
O
restaurante embandeirara-se para o receber, e estava completamente cheio.
Famílias inteiras tinham viajado de todo o país, em camionetas, de automóvel ou
de comboio, só para o avistarem. As crianças ansiavam por um autógrafo do seu
herói. Os adultos admiravam a sua bravura.
Os
corredores achavam-se apinhados, e nas salas de refeição todos os cantos haviam
sido aproveitados. Não havia lugar nem para mais uma pessoa. Todos queriam
vê-lo e felicitá-lo. Aguardavam, com expectativa, que o Joaquim desvendasse os
seus projectos!
O pai e a
mãe, reconfortados pela presença do filho, não cabiam em si de contentes, e
desejavam saborear a sua estadia junto deles. É claro que sabiam que o Joaquim
ficaria por pouco tempo, como usava fazer, pois já devia ter mais planos para o
futuro.
Desta vez, foi ele quem chamou o assunto.
Sentado à
mesa do pequeno almoço, com a mãe e o pai, o Joaquim anunciou:
- Pais,
gostei muito da vida que levei até agora e de todas as viagens que fiz. Sonhei
ir o mais longe que é possível ir, e viajei até Marte. Desejei conhecer todo o
planeta em que vivemos, e visitei cada um dos seus oceanos e continentes. Quis subir até ao cume mais elevado da Terra,
e realizei a escalada. Contudo, percebi que me falta alguma coisa, algo de
muito importante, que me é mesmo essencial. Por isso, vou mudar de vida.
- Sim, filho?! -
exclamaram os pais, expectantes.
- Vou tomar conta do
restaurante e assentar. Preciso de um lar e da vossa companhia.
Escusado
será narrar a alegria daquele casal que tanto amava o seu filho e para ele
desejava o melhor!
Como decidira, o
Joaquim assentou. Casou lá na terra, teve filhos, acompanhou os pais e tomou
conta do restaurante.
O Restaurante do
Joaquim tornou-se, afinal, no restaurante mais famoso do planeta, por pertencer
ao Joaquim - o homem que pisou Marte, navegou sozinho à volta da Terra, e subiu
ao cume mais alto do globo.
Amanhã, pela manhã, já está combinado, o Joaquim vai começar a ensinar os meninos a nadar!
Publicada por
Ilona Bastos
às
18:35
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Ilona Bastos,
O restaurante do Joaquim
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