quinta-feira, 28 de março de 2013
ALELUIA! ALELUIA!, poema de Maria da Fonseca
Nesta Páscoa os meus Netos
Querem saber quem é Deus.
Rezar-Lhe o Pai-nosso breve,
De mãos erguidas aos céus.
E a Jesus, que sucedeu?
Ele nasceu no Natal.
Ao Menino pequenino
Quem é que fez tanto mal?
É preciso então dizer-lhes
Que Jesus co’os Pais viveu,
E chegado aos trinta anos
A pregar apareceu.
- Eu Sou a Verdade e a Vida!
Sua alma salvará,
Aquele que me seguir,
E jamais se perderá.
Suas Palavras Benditas
Nem a todos agradaram.
Por isso Ele foi entregue,
Por isso O crucificaram!
Passados foram três dias
Da Sua Morte na Cruz.
Santas Mulheres acorreram
Ao Sepulcro de Jesus.
Mas a Cristo, não O viram,
Seu Corpo não estava lá!
Cumpriu-se o que fora escrito,
O Senhor Reviverá!
Aleluia! Aleluia!
Ressuscitou o Senhor!
Toda a Terra está em Festa,
Jesus Cristo é o Salvador!
Em cada ano que passa,
Como o Natal celebramos,
Também a Ressurreição
Com muito amor veneramos.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
A GIRAFA AMIGA, história da Avómi
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| Girafa do site do Jardim Zoológico de Lisboa |
Encontrámos a Josefa prostrada de cansaço no meio da selva.
Éramos um grupo grande e havíamos partido de casa na
véspera, apetrechados com todas as coisas que nos iriam ser necessárias durante
um mês, tempo que pensávamos permanecer na selva para um Safari.
Os jeeps iam cheinhos de alimentos, medicamentos, roupas,
sabonetes, shampôs, pastas de dentes, sabão, detergentes, panelas, pratos,
copos, talheres e até recipientes com água, para, no caso de não a haver por
perto nalgum dos locais onde acampássemos, estarmos prevenidos.
O tempo estava quente, mas naquele dia não havia chovido, o
que tornou o percurso até ali menos moroso. Percorremos, assim, vários
quilómetros, sem quase nos darmos conta.
Como íamos dizendo, a Josefa, uma girafa nossa amiga com
quem dialogamos sempre que fazemos um Safari naquela região, estava prostrada,
sem forças, estendida no chão, rosto repleto de lágrimas e soluçava sem parar.
- Que se passa contigo, Josefa? - perguntou um dos nossos
companheiros, o Duarte.
- Es...tou com so...lu...ços des...de ontem e sin...to...-me
can..sa...da. Acho que vou morrer.
- Nem penses nisso! - dissemos todos - Vamos já buscar água,
beberás uns golos e passar-te-ão os soluços num instante.
Acalma-te, que voltaremos rapidamente. O Rui ficará contigo,
para que te sintas acompanhada - disse eu.
Fomos buscar água, mas quando regressávamos apanhámos um
valente susto e metade da água desapareceu dos recipientes, porque começámos a
correr, depois de termos ouvido o Rui gritar:
- Fujamos, que há leão!... Fujamos depressa, que ele corre
na nossa direcção!
O Rui é muito brincalhão e amigo de fazer partidas. Como em
tempos ouviu dizer, que quando alguém está com soluços, a melhor coisa para
eles passarem é pregar um susto, não se fez esperar, tanto mais que, ao mesmo
tempo que tentava uma solução para o problema da Josefa, pregar-nos-ia uma
partida, o que lhe agradaria muito. E assim aconteceu.
A Josefa apanhou tamanho susto, que se levantou repentinamente
e fugiu na direcção do Rui. Nós perdemos metade da água que tínhamos ido buscar
ao rio.
Só nos apercebemos de que tinha sido mais uma partida do
Rui, quando o vimos escondido atrás duma espinheira, rindo perdidamente, e a
Josefa de pescoço no ar à procura dele, cheia de medo.
O Rui, depois de fazer a Josefa passar um mau bocado, porque
não o via e não sabia para onde fugir, levantou-se e a rir às gargalhadas,
perguntou-lhe:
-Passaram-te os soluços, Josefa?
- Ah, já não tenho soluços, mas quero esconder-me do leão.
Onde é que o viste? Onde é que ele está? Estou tão assustada que até me passou
o cansaço motivado pelo soluços.
- Ó Josefa, não há leão nenhum! - dissemos nós - Foi o
maroto do Rui que gosta muito de fazer partidas e, para nos assustar, resolveu
dizer que havia leão por perto.
- Não foi só para vos pregar uma partida! - disse o Rui -
Foi também para que passassem os soluços à Josefa, o que, como podem ver,
resultou. Não é verdade Josefa?
- É verdade! Passaram-me os soluços e não sei como tive
força para me levantar e fugir a sete pés. E lembrar-me, que desde ontem me
vinha a sentir tão mal por causa dos soluços! Depois deste susto, sem me dar
conta, passaram completamente.
- Quem me disse que um susto pode fazer passar os soluços,
não mentiu! - exclamou o Rui, muito satisfeito - Eu pensava que era
brincadeira, mas é mesmo verdade.
- Vamos então continuar a nossa viagem - disse o Bruno -
pois ainda temos muitos quilómetros para percorrer e vai-se fazendo tarde.
- Espero não voltar a ter soluços, senão quem me valerá?
- Se voltar a acontecer, corre para a beira do rio e bebe
cinco golos de água, que é outra maneira de fazer passar os soluços.
- Quem me dera viver perto de vós, para poder estar
descansada! Vocês arranjam sempre remédio para tudo!
- Não pode ser, mas qualquer dia passaremos outra vez por
aqui, para uma conversinha contigo. Agora não podemos perder mais tempo.
Continuámos a nossa viagem e, embora com pena de nos ver
partir, a Josefa ficou satisfeita a aguardar a nossa próxima passagem por ali.
Avómi
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
DIA MUNDIAL DO ANIMAL
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| Fonte: Gatos são Perfeitos |
No dia 4 de Outubro, dia de S. Francisco de Assis, celebra-se O Dia Mundial do Animal.
Esta data foi escolhida em 1931, durante uma convenção de ecologistas, em Florença, precisamente porque São Francisco de Assis é o santo padroeiro dos animais.
O Dia Mundial do Animal é celebrado em vários países, através de vários eventos e iniciativas destinados a recordar-nos de que os animais partilham connosco o planeta Terra.
Com o Dia Mundial do Animal pretende-se
- Sensibilizar a população para a necessidade de proteger os animais e a preservação de todas as espécies;
- Mostrar a importância dos animais na vida das pessoas;
- Celebrar a vida animal em todas as suas vertentes.
Na verdade, cada um de nós pode fazer alguma coisa para ajudar a
proteger os animais:
- nas
cidades : podemos proteger os animais de estimação,
e cuidar bem deles, com alimentação, abrigo, cuidados veterinários,
não deixando que eles se reproduzam se não tivermos
condições para cuidar dos filhotes, e podemos explicar a
todos que não se pode abandonar animais sozinhos nas ruas,
que eles não conseguem sobreviver sozinhos e correm muitos perigos.
- nas
florestas : não devemos retirar os animais de seu habitat
natural, e podemos ajudar a preservar os ecossistemas, a limpeza das águas
dos rios; podemos combater a poluição e o desmatamento, as
queimadas.
- respeitando
os animais não-domesticados que convivem connosco nas
cidades, como os pardais, as lagartixas, as corujas, os sapos, os morcegos, e
tantos outros, pois eles são importantes para o equilíbrio
natural.
- pesquisando
mais sobre os animais e suas necessidades
- usando
a criatividade e a imaginação
Fontes: http://www.morcegolivre.vet.br/dia_mundial_animais.html e http://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-do-animal/
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
DIA MUNDIAL DA ARQUITECTURA
Comemora-se hoje o Dia Mundial da Arquitectura.
A União
Internacional de Arquitetos (UIA) escolheu, para celebrar o Dia Mundial da
Arquitetura 2012, o tema 'Os Arquitetos Mudam a Cidade'. Esta escolha relaciona-se com o movimento iniciado
pela Organização das Nações Unidas (ONU) com a campanha urbana mundial
denominada 'Melhor cidade, mais qualidade de vida'.
A Ordem dos Arquitectos pretende, nesta data, aderir à campanha 'I'm a city changer'
('Sou um agente de mudança na cidade', em tradução livre), realizada
pela ONU-Habitat e para "insistir na urgência de uma Política Pública de
Arquitectura em Portugal, enquanto instrumento fundamental para a
melhoria e sustentabilidade do ambiente construído das cidades e do
território".
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Ilona Bastos
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
O MEU POMAR, história de Cecília Meireles
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| Pintura do blogue Oil Painting |
Se eu tivesse um pomar, um pequeno pomar que fosse, não lhe poria grades à roda, como os outros proprietários. Não poria, a guardá-lo, um desses cães enormes, rancorosos, que andam sempre rondando os pomares...
O meu pomar seria assim: todo aberto, para todos. E, quando o outono chegasse e as árvores ficassem cheias de frutos amarelos e vermelhos, nenhum pobrezinho teria fome, nenhuma criança choraria de sede, passando pelo meu pomar...
E, no inverno, ainda haveria lá onde alguém se abrigasse, quando chovesse muito ou fizesse muito frio...
E se eu tivesse um pomar, ele estaria sempre em festa, cheio de borboletas e de pássaros...
Como eu seria feliz, se tivesse um pomar!
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Ilona Bastos
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
CHEGADA DO OUTONO, história da Avómi
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| Outono, foto e montagem de Ilona Bastos |
O Verão terminou, chegou o Outono e o Pardal Feliz,
esmorecido, dizia ao Pardal Contente:
- Que pena o Verão ter terminado! Éramos tão felizes à roda
da piscina! Nem necessitávamos de nos deslocarmos para comer, pois os banhistas
eram tão nossos amigos, que nos davam aquelas migalhas saborosas, que nos
regalávamos todos. O que será de nós, durante o Outono e o Inverno? Estou
deveras preocupado.
- Não te aflijas, Pardal Feliz! - disse o Pardal Contente -
Havemos de encontrar uma solução. Para já, não nos podemos queixar, pois ainda
não nos faltou comida nem a alegria das crianças à volta da piscina. É certo
que o Sol está mais distante e os banhistas vão rareando, no entanto há sempre
aqueles que não deixam, pelo facto de ser Outono ou Inverno, de vir diariamente
dar o seu mergulho. Para além disso, nós somos privilegiados com todo este
arvoredo e tantas flores, pelo que não nos faltarão sementinhas para enchermos
as barriguitas.
- Mas aquelas migalhas...! - exclamou o Pardal Feliz,
lambendo o biquito - Havemos de ter bem poucas! E de vez em quando as crianças
deixavam cair o pãozinho ou o bolinho... Quem se deliciava, éramos nós! Agora
as crianças estão a rarear e se aparecem é por pouco tempo, por isso não chegam
a comer aqui.
- Paciência, companheiro! - disse o Pardal Contente -
Teremos que nos contentar com o que for aparecendo e verás que não morreremos
de fome.
O Pardal Alegre que escutava a conversa dos dois amigos,
disse:
- Não sei que mais queres, Pardal Feliz. Até tens a sorte de
poderes saltitar de galho em galho sem te deslocares para grandes distâncias!
Não te preocupes, que nada te faltará.
- Ai meu amigo, tenho tanto medo de deixar de ser feliz!
- Qual carapuça! - exclamou o Pardal Alegre - Até te chamas
Feliz, portanto nunca deixarás de o ser.
- Mas poderei deixar de me sentir feliz, o que não tem nada
a ver com o nome que me puseram. - disse o Pardal Feliz.
- Não penses nisso, Pardal Feliz! Aqui, no sossego deste
canto, ninguém deixará de ser feliz - disse o Pardal Contente - Repara nas
árvores. Como vês, estão a perder as folhas, mas continuam a sorrir!
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