quinta-feira, 30 de outubro de 2025

SHAUMIN E ANINHA - História de Ilona Bastos

 

















SHAUMIN E ANINHA


O senhor Alberto tem uma cachorrinha

Que é muito esperta e se chama Aninha.

Gosta de ouvir música e sabe contar.

Mas se está contente começa a dançar.

Com o senhor Alberto, passeia na rua,

E nas noites frias põe-se a uivar à lua.


A menina Inês tem um pequinês 

Que é muito fino e ladra em chinês.

Come com pauzinhos e bebe o seu chá,

Usa capa e botas quando chove cá.

Seu nome é Shaumin, tal qual uma massa.

Fica a dar à cauda quando a Aninha passa.


Aninha e Shaumin vão os dois à escola,

Saem manhã cedo levando a sacola.

Shaumin tem lições, estuda Português.

E a linda Aninha aprende o Chinês.

Mas é no recreio que eles mais se dão

Para jogar à bola, brincar com o pião.


Shaumin e Aninha querem viajar,

Conhecer o mundo, muito passear.

O senhor Alberto e a menina Inês

Levam-nos a Espanha no próximo mês,

Ver as espanholas todas a bailar

Com as castanholas e saias a rodar.


Ilona Bastos




sexta-feira, 3 de outubro de 2025

CORES DO OUTONO - Desenhos para Pintar

 

Imagem criada por IA 

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

PRIMEIRA CHUVA DE OUTONO - Poema de Ilona Bastos

Imagem criada por IA

Primeira Chuva de Outono


Na rua em granito, as pedras brilhantes

e as folhas, em suaves descidas

das árvores molhadas,

amarelas, castanhas, douradas…


Nos veios de terra já surgem, pujantes

tão tenras, as plantas agora nascidas

são verdes, bordadas,

vidas renovadas.


– Mas como?

Se ontem mesmo as não vi!

– Foi a chuva que as trouxe,

de presente, para ti.


Ilona Bastos 

terça-feira, 16 de setembro de 2025

ADIVINHAS SOBRE PROFISSÕES - Ilona Bastos


Aqui está um mistério para desvendares.

Consegues descobrir a que profissão se refere esta adivinha?


Quem é, quem é?

Põe-nos o cabelo em pé.

Usa champô para lavar,

A tesoura para cortar, 

Tintas várias para pintar,

E secador para secar.

Deixa o nosso penteado

Enrolado ou esticado.


Quem é? Quem é?


Queres deixar a resposta nos comentários?


Imagem criada por IA


quarta-feira, 10 de setembro de 2025

OU ISTO OU AQUILO - Poema de Cecília Meireles

 

Ou Isto ou Aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Cecília Meireles

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

O TIM E A PIZZA - Poema de Ilona Bastos



O TIM E A PIZZA



O cãozinho Tim tem pelo dourado, 

longas orelhas e olhar animado.


Acha-se esperto e sabichão,

não ouve os conselhos que os outros lhe dão!


Na Passagem do Ano, o Tim desejava 

uma bela pizza que a família jantava. 


Rondava a mesa, de nariz no ar,

e com a patinha chamava, a ladrar.


Erguia o focinho, mas diziam-lhe: — Não!

A pizza não é comida de cão!


E eis que lançaram foguetes, lá fora!

A família correu a espreitar, sem demora. 


Os pais e os filhos, todos à janela,

sorriam, olhando a estrela mais bela.


No centro da mesa, redonda, cheirosa,

lá ficou a pizza, quente e saborosa!


O queijo, o fiambre, o tomate docinho...

Que delicioso odor sentia  o cãozinho!


O Tim só pensava, sentado no chão:

– Parece-me que a pizza é comida de cão!


Abanou a cauda e ladrou: – Está na hora!

Que rico petisco vou comer agora!


Saltou para a mesa, e a pizza mordeu, 

levou-a para um canto e logo a comeu.


Lambeu o focinho, todo satisfeito,

pois estava orgulhoso do que tinha feito.


 Voltou a família e, espantada, gritou:

– Oh!...  Como é que a pizza daqui voou?


Com ar inocente, o Tim bem fingia

e, da sua malandrice, nada dizia.


Já noite bem escura, o Tim acordou.

A barriguinha doía, e o cãozinho chorou.


Todo enrolado, sobre o colchão,

desanimado, pedia:  – Mais pizza, não!


Sentia tristeza, estava arrependido

por a grande pizza ele ter comido.


A família ouviu-o e veio ajudar,

trazendo um remédio para o curar.


Ficou junto dele e o acompanhou.

Deu-lhe um grande abraço que o animou. 


– Querido cãozinho – disseram, baixinho.

– Já vais melhorar e não estás sozinho!


O Tim, nessa noite, aprendeu a lição: 

Ao que a família diz é preciso atenção!


Ouvir quem nos ama é tão importante

como um abraço reconfortante.


Afinal, a família sempre tinha razão:

A pizza não é comida de cão!


Ilona Bastos

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

SÁBADO DE VERÃO - Poema de Maria da Fonseca

 



Sábado de Verão 


Linda, pura, transparente,
Chegou hoje a manhã,
É como um belo presente
Que eu agradeço, cristã.

É mais um dia de vida
Que o Senhor me oferece,
Também há arve florida
E outra que a maçã guarnece.

De plumagem azulada,
Alegres as andorinhas
Volteam em debandada
Rápidas, dando às asinhas.

O Sol está agora a pino
Brilhando rei e senhor,
As sombras como o destino
'Stão mais nítidas, amor.

Cigarras fazem-se ouvir
A preverem dia quente,
Nosso sábado a sorrir
Desde o nascente ao poente.


Maria da Fonseca